1°ARTIGO: SISTEMATIZAÇÃO DA PREPARAÇÃO FÍSSICA DO JUDOCA MÁRIO SABINO: UM ESTUDO DE CASO DO ANO DE 2003.
Revista
Brasileira de Ciências do Esporte - ISSN: 0101-3289 - b1
O
presente artigo fez um estudo do treinamento de um atleta titular da seleção brasileira
de judô, Mário Sabino, que é faixa
preta. Foi elaborado um planejamento das atividades com dificuldade, devido a
escassez na literatura sobre o treinamento de judô com carga. No entanto, o
objetivo era criar um bom modelo de preparação física que ocasionaria um melhor
desempenho do atleta que teria seu foco voltado para as competições no Pan-
americano e no Campeonato Mundial. Na maior parte, os preparadores físicos do
judô, realizam seu trabalho baseando-se no seu bom-senso e nas experiências pessoais.
Devido a literatura não oferecer conteúdo suficiente.
Com
o atleta foram realizados vários testes: corrida para avaliar a cap. Aeróbica,
a recuperação da corrida para avaliar a cap. Anaeróbica. Um teste especifico da
modalidade de judô, teste de força e uma avaliação funcional. A periodização
foi elaborada com base no modelo Russo
de Matveev. Ele organizou da seguinte forma: um Macrociclo que foi dividido em
período preparatório e dois Mediociclos,
dentro dos mediociclos teria o período
pré-competitivo e o período Competitivo. Durando um total de 64 dias de
treinamento.
No
período preparatório o objetivo foi de trabalhar exercícios que visassem a
capacidade aeróbica e a manutenção da força máxima. Nesta etapa o volume de
treinamento se sobressaiu a intensidade. Os exercícios realizados não tinham
nenhuma semelhança com os gestos desportivos do judô. Corridas continuas e
intervaladas eram realizadas para melhorar a potência aeróbica do atleta,
visando um desempenho por parte do atleta mais ágil nas competições. Exercícios
resistidos eram feitos para a manutenção da força máxima do atleta, realizados
com uma progressão nas cargas.
Antes
de se iniciar o Mediociclo Pré Competitivo, foram feitos retestes e
constatou-se que o desempenho do atleta foi ainda melhor.
No
Mediociclo Pré Competitivo, começou a inserção de gestos desportivos do judô, a
intensidade se sobressaiu sobre o volume
e o objetivo era trabalhar capacidade
anaeróbica com movimentos de judô, fazendo a manutenção da capacidade aeróbica
adquirida no período preparatório.
No
Mediociclo Competitivo, o objetivo era com ênfase nos exercícios com gestos
específicos do judô, visto que as competições se aproximavam. Mas também a
manutenção do que foi adquirido nas duas etapas anteriores (cap. Aeróbica, cap.
Anaeróbica, força, potência).
Dessa
vez as corridas não foram realizadas, teve trabalho de força, potência, um
treino especifico com a orientação do sensei(técnico ) e a realização de
Randoris(lutas) com intervalos de 10-15 minutos que é o tempo de pausa entre
uma luta e outra.
Os autores
ainda relatam dois controles nos Mediociclos propostos:
1º
No decorrer do treinamento foram usados testes laboratoriais e de
acompanhamento no campo.
2º
Fator Competições, que foi a inserção gradativa do atleta no ritmo da
competição, possibilitando ao técnico fazer ajustes no atleta para o melhor
desempenho do mesmo.
As
capacidades condicionantes para o preparo físico foram: potência, força rápida,
força máxima dinâmica, resistência de força e resistência aeróbica.
Os
resultados obtidos foram os seguintes:
Obteve-se
a comprovação da eficiência do modelo de preparação proposto, devido a obtenção
da primeira colocação do judoca Mário Sabino nos jogos pan-americanos e a
terceira colocação no quadro de medalhas no Campeonato Mundial, que é
considerado como um dos eventos principais mais importantes e de maior
exigência técnica.
Contudo,
os autores concluem que mesmo com o trabalho surtindo o efeito desejado, ainda
encontra-se longe do ideal a nível de desporto nacional.
2°ARTIGO: PREPARAÇÃO FÍSICA PARA LUTADORES DE SANSHOU: PROPOSTA BASEADA NO SISTEMA DE PERIODIZAÇÃO DE TUDOR O. BOMPA.
Movimento & Percepção, Espírito Santo de Pinhal, SP, 2006 - ISSN 1679-8678
O artigo de Daniel Shenji Hirata e Fabrício Boscolo Del Vecchio
trata da preparação física para
lutadores de Sanshou através de métodos e meios de treinamento de força
baseados no sistema de periodização de Tudor O. Bompa. O estudo foi realizado
através de uma revisão bibliográfica fundamentada nos procedimentos técnicos de
Hopkins (1999).
As competições possuem três formatos diferentes, sendo eles: a luta
imaginária, onde não existe adversário real; a luta combinada, onde existe
adversário real, todavia, a movimentação de ataque e defesa é pré-determinada;
e o combate, embate direto entre dois lutadores. O combate utiliza a proporção
2:1, ou seja, dois minutos de luta para um de intervalo, tendo a duração de
três rounds, podendo se estender até quatro, em caso de empate. Ocorrem
interrupções em caso de queda de um ou dos dois lutadores e clinch superior a
três segundos.
A fonte de energia predominante no Sanshou, assim como na grande maioria
dos esportes de combate, provém do sistema anaeróbio. No inicio da luta, dos 10
aos 20 segundos, o metabolismo anaeróbio alático (ATP/PC) é responsável pelo
fornecimento de energia, passando, após, ao sistema anaeróbio lático
(glicolítico), entre 2 aos 5 minutos de luta. A partir desse ponto, passa a
incidir o sistema aeróbio (oxidativo). Levando em consideração que a luta pode
durar até oito minutos, desconsiderando os intervalos, uma preparação no
sentido aeróbio pode ser determinante no resultado da luta.
Tradicionalmente, no Sanshou, são realizados exercícios específicos da modalidade
(socos, chutes e projeções) sem carga, apenas com o peso do corpo. Porém,
exercícios com peso tem sido necessários para treinamento em vários tipos de
luta, com a intenção de incrementar a força na execução do gesto motor. Esse
treinamento ocorre através de exercícios específicos ou gerais. Exercícios
recorrem a prática da musculação, formato que enfrenta ainda certo preconceito
por parte dos técnicos. Quando utilizada, geralmente é feita sem uma observação
de volume e intensidade de uma periodização, o que pode prejudicar o rendimento
do atleta.
A preparação física pode ser classificada em geral ou específica. A
preparação geral corresponde a exercícios sem ligação direta com a técnica da
luta em si, objetivando-se o aumento das capacidades biomotoras do indivíduo,
de uma forma generalizada. Já os específicos representam exercícios que se
assemelham aos movimentos de competição do Sanshou e visam o desenvolvimento
das capacidades fisiológicas do atleta, permitindo ao atleta a adaptação à
modalidade, especificamente.
Para a aplicação de golpes rápidos e fortes – que podem acarretar em
nocaute, poupando energia para uma próxima luta – são cada vez mais frequentes
treinamentos voltados para o desenvolvimento da força. O treinamento deve,
preferencialmente, seguir uma periodização, dividida em macrociclos, mesociclos
e microciclos, onde os primeiros correspondem a um tempo em torno de um a um
ano e meio de duração, os mesociclos em torno de dois a três meses, podendo ser
reduzido, e os micro de até uma semana, também podendo ser inferiores.
O treinamento de força possui algumas fases a serem seguidas, para melhor
aproveitamento. A adaptação anatômica tem como o desenvolvimento de grandes
grupos musculares, sendo iniciado com exercícios de baixa intensidade, que
serão aumentados gradativamente, evitando dores demasiadas e/ou lesões no
atleta. A fase denominada de força máxima é composta por exercícios mais
especificos da modalidade e é considerada a base para o avanço da resistência e
potência musculares, não tendo intenção de causar hipertrofia, exceto em casos
de adaptação de peso para manter-se ou mudar de categoria.
A fase de conversão é quando ocorrerá a transferência da força máxima em força explosiva e/ou resistência de força. A força de explosão é fundamental para reduzir o tempo necessário para execução de um gesto especifico de competição, neste caso, de Sanshou, assim como a resistência de força objetiva manter os golpes fortes e precisos durante toda a luta.
A fase de interrupção acontece aproximadamente de 5 a 7 dias antes da competição, com a função de reserva de energia. Já a fase de compensação se refere ao período de recuperação física e psíquica do atleta, onde ele realiza treinos leves, numa recuperação ativa, após as competições.
A fase de conversão é quando ocorrerá a transferência da força máxima em força explosiva e/ou resistência de força. A força de explosão é fundamental para reduzir o tempo necessário para execução de um gesto especifico de competição, neste caso, de Sanshou, assim como a resistência de força objetiva manter os golpes fortes e precisos durante toda a luta.
A fase de interrupção acontece aproximadamente de 5 a 7 dias antes da competição, com a função de reserva de energia. Já a fase de compensação se refere ao período de recuperação física e psíquica do atleta, onde ele realiza treinos leves, numa recuperação ativa, após as competições.
O conteúdo dos seminários está bem interessante...se possível coloquem algum modelo de periodização para que o publico visualize melhor...
ResponderExcluir