domingo, 26 de fevereiro de 2012

RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA 23/02/12

         Nesta aula, fizemos aproximadamente dez minutos de alongamento, onde foi priorizada a região lombar. Após isso, a professora Keith relembrou alguns pontos da aula anterior, enfatizando as classificações das lutas e a importância da diversificação na aplicação de um mesmo golpe. Neste aspecto, ficou bem claro que, em se tratando de iniciação esportiva, as crianças não devem treinar exaustivamente uma forma de execução de determinado golpe, mas sim executá-lo, mesmo com técnica deficiente, de variadas maneiras, o que lhe proporcionará maior propensão em aprender técnicas específicas de certa modalidade, já em fase de treinamento.
Levando em consideração que todas as lutas possuem em comum as ações motoras de ataque e defesa, iniciamos a parte prática da aula com o “jogo da aranha”, onde um escolhido entre o grupo teria que perseguir os demais para tocá-los, momento em que esses passariam a ajuda-lo a pegar outros colegas. A aranha no nome do jogo se justifica, pois o pegador deveria se locomover com as mãos e pés no chão, em quatro apoios – o que não é fácil, diga-se de passagem. Portanto, os alunos pegos, automaticamente ficavam na posição de aranha, terminando o jogo quando todos os indivíduos tivessem sido tocados. Realizando uma variação do mesmo jogo, agora “a mãe” deveria ficar na posição de Saci Pererê, e da mesma forma transformar os colegas em Saci. Terminava novamente quando não restasse nenhum aluno a ser pego.
A próxima atividade exigiu a formação de duas equipes, dispostas em fila nas laterais do tatame, voltadas uma de frente para a outra. No espaço interno do tatame, próximo as duas outras extremidades, foram retiradas uma placa de cada lado, deixando um espaço vazio. Esses espaços representavam um “gol”, em um jogo onde o implemento era uma bola suíça, posicionada inicialmente no centro do “campo”. Cada jogador de cada equipe recebeu uma numeração, a qual a professora era responsável por chamar, aleatoriamente. Não podemos deixar de ressaltar que, além da infância, automaticamente relembramos as aulas de Jogos e Brincadeiras no ano passado, o que só ressalta o caráter lúdico da prática executada. Pois bem, ao ouvir seu número, o integrante da equipe – um de cada – engatinhava ou rolava em direção à bola, disputando-a com o seu oponente. O objetivo prático do jogo era levar a bola no seu respectivo “gol”, onde ela teria de ser colocada, não podendo ser lançada, ou seja, quando entrasse em contato com o piso, deveria também estar em contato com o corpo do jogador. Variando a chamada, esta foi feita em forma de soma, subtração, multiplicação e divisão, para incentivar o raciocínio rápido dos jogadores (2 + 2 = 4, sendo o número 4 a disputar a bola). Embora tenham havido alguns “toques”, a ideia principal do jogo era obrigar o contato a curta distância, através do agarre, do domínio e imobilização do adversário.
Apesar dos incidentes, a aula foi muito engraçada. Pudemos sentir na prática as condições de imprevisibilidade, regras, fusão ataque/defesa e de cada um de nós possuirmos um oponente, o que são comuns às lutas. Agradecemos a todos os alunos que contribuíram para o sucesso de ambas as aulas (práticas 1 e 2), assim como à professora Keith pela ótima experiência a nós proporcionada e pelo incentivo à leitura.

RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA 16/02/12


Iniciamos a aula discutindo sobre os artigos postados pela professora Keith no Eureka, os quais foram resenhados por nós alguns dias atrás. As atividades práticas executadas nesta aula tiveram como objetivo exemplificar, através de atividades bastante lúdicas, os tipos de lutas conforme sua historia, ação motora e distancia. Aprendemos também sobre a aplicação destas atividades, em nível de iniciação esportiva.

Já partindo para a prática propriamente dita, fizemos um exercício de sociabilização, onde, reunidos em um circulo, a professora e cada aluno executava um movimento de luta de sua preferencia e dizia seu nome. Os demais repetiam o movimento e o nome. Um bom exercício para a memória também. Fizemos em seguida um aquecimento, onde os alunos, espalhados pela sala, tinham que tentar tocar o ombro de seus colegas e, simultaneamente, impedir que os outros o tocassem no mesmo local. Variou-se então para o toque no joelho e depois no abdômen. Ah! Não podemos esquecer-nos do “glúteo máximo”... Esse tipo de atividade busca inserir o aluno no contexto das lutas ditas “de percussão”, onde o objetivo principal é o toque, seja como meio ou como fim, neste caso, a média distancia. Depois houve uma variação deste exercício, em duplas, mudando-as de tempos em tempos.

Representando as lutas de domínio, tidas como lutas de curta distância, onde o principal principio ativo é o agarre, fizemos um exercício de domínio de objeto, neste caso, uma bola suíça. Ela era colocada entre dois oponentes, de costas um para outro, com os joelhos estendidos e mãos na cabeça. Ao sinal da professora, os alunos, sem levantarem-se, disputavam a bola, agarrando-a com braços, pernas, enfim, utilizando todo o corpo, rolando, engatinhando, etc.. Depois, sem a bola, o objetivo era colocar o adversário de costas no chão, iniciando da mesma forma que o exercício anterior, todavia, sem o objeto entre eles. Certo tempo depois, a professora permitiu que pudéssemos imobilizar o oponente. Lembrando que ocorreram varias trocas de adversário durante a pratica.
 
Utilizando-se de coletes, que simulavam implementos de lutas de longa distância, esta atividade tinha novamente o objetivo de tocar o adversário, nos ombros, joelhos e abdômen. Um contra um, deveriam, da forma como melhor lhes aprouvessem, projetar o colete em direção ao oponente ao mesmo tempo em que se esquivavam das investidas dele, também havendo mudança de par após determinado tempo.

A última prática em duplas envolveu ações motoras das lutas de percussão e domínio, classificadas como lutas mistas. Cada um mantinha um colete preso em determinado local de seu corpo (amarrado na perna, em torno do pescoço, etc.). O objetivo era conseguir retirar o objeto do companheiro, sendo permitido, para isso, agarrar, derrubar, imobilizar e, não necessariamente tocar, mas utilizar-se da distância, das esquivas e das investidas típicas das lutas de percussão para obter sucesso.

Ainda, numa última atividade coletiva, com todos os alunos espalhados pelo recinto, a professora Keith chamava um nome, aleatoriamente, momento em que os demais tentavam tocar o “escolhido” com o colete, “incentivando-o” a fugir, esquivar-se, defender-se. Pratica bastante descontraída para fechar os trabalhos da noite.

Por fim, o que podemos dizer sobre essa primeira aula prática da disciplina de Lutas, é que, além de muito produtiva, foi das mais divertidas que já nos foram aplicadas durante o curso, o que nos motiva a procurar obter mais conhecimentos sobre as modalidades relacionadas, entendendo que podemos nos tornar profissionais capacitados para trabalhar em tal área

sábado, 25 de fevereiro de 2012

PORQUE LUTA... TAMBÉM É DIVERSÃO!

SENHORAS E SENHORES, MR. ROY JONES JR!
Postado por Aécio

IMAGEM DE UMA LUTA DE MIXED MARTIAL ARTS (MMA)



ESTUDO DAS LUTAS: DOS PRINCIPIOS CONDICIONAIS AOS GRUPOS SITUACIONAIS.


Este artigo é oriundo da dissertação de mestrado de Mariana Simões Pimentel Gomes, Mestre em Atividade Física, Adaptação e Saúde e visa reunir fatores comuns às diferentes modalidades de lutas, criando uma base para a transferência do conhecimento, um ponto de partida para o ensinamento das lutas. Através de estudos, baseados, inclusive em entrevistas, realizadas com quatro professores/mestres de algumas artes marciais, todos graduados em Educação Física. Os princípios condicionais a que chegaram os autores são: contato proposital; fusão ataque/defesa; imprevisibilidade; oponente(s)/alvo; e regras. Por meio destes princípios, os autores conseguem enxergar as relações existentes entre várias modalidades, o que não seria possível somente através das divisões a que dispunham até então. A partir dos pontos em comum, iniciaram a categorização levando-se em conta a distância da luta e, a partir daí, das modalidades e suas especificidades. Além da própria autora da dissertação, o texto conta com a contribuição do Me. Márcio Pereira Morato e dos Profs. Drs. Edison Duarte e José Júlio Gavião de Almeida. Leitura bastante rica e útil, principalmente para aos profissionais voltados à iniciação esportiva.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

LUTAS, ARTES MARCIAIS E ESPORTES DE COMBATE: POSSIBILIDADES, EXPERIÊNCIAS E ABORDAGENS NO CURRÍCULO DA EDUCAÇÃO FÍSICA.


        O capitulo nominado acima pertence ao livro “Formação Profissional em Educação Física: Estudos e Pesquisas”, de Samuel de Souza Neto e Dagmar Hunger (orgs). O texto, escrito por dois integrantes do Grupo de Estudos e Pesquisas em Artes Marciais e Esportes de Combate da Faculdade de Educação Física da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fabricio Boscolo Del’ Vecchio e Emerson Franchini, relaciona o tema abordado ao curso de graduação em Educação Física, explanando sobre os campos de atuação profissional e acadêmico-científico, as vivencias praticas no ensino das disciplinas dessa área e as habilidades motoras típicas na escola. Para o profissional ou estudante de Educação Física que se interessa pela área, o texto apresenta diversas perspectivas de atuação no ambiente escolar (voltada para a iniciação esportiva e aprendizagem motora), não escolar (academias de ginástica, clubes, etc., seja para domínio técnico, como para condicionamento físico e manutenção da saúde) e esportivo (para preparação física de atletas, assim como para a organização e promoção de eventos e preparação técnica e tática).