Nesta
aula, fizemos aproximadamente dez minutos de alongamento, onde foi priorizada a
região lombar. Após isso, a professora Keith relembrou alguns pontos da aula
anterior, enfatizando as classificações das lutas e a importância da
diversificação na aplicação de um mesmo golpe. Neste aspecto, ficou bem claro
que, em se tratando de iniciação esportiva, as crianças não devem treinar
exaustivamente uma forma de execução de determinado golpe, mas sim executá-lo,
mesmo com técnica deficiente, de variadas maneiras, o que lhe proporcionará
maior propensão em aprender técnicas específicas de certa modalidade, já em
fase de treinamento.
Levando
em consideração que todas as lutas possuem em comum as ações motoras de ataque
e defesa, iniciamos a parte prática da aula com o “jogo da aranha”, onde um
escolhido entre o grupo teria que perseguir os demais para tocá-los, momento em
que esses passariam a ajuda-lo a pegar outros colegas. A aranha no nome do jogo
se justifica, pois o pegador deveria se locomover com as mãos e pés no chão, em
quatro apoios – o que não é fácil, diga-se de passagem. Portanto, os alunos
pegos, automaticamente ficavam na posição de aranha, terminando o jogo quando
todos os indivíduos tivessem sido tocados. Realizando uma variação do mesmo jogo,
agora “a mãe” deveria ficar na posição de Saci Pererê, e da mesma forma
transformar os colegas em Saci. Terminava novamente quando não restasse nenhum
aluno a ser pego.
A
próxima atividade exigiu a formação de duas equipes, dispostas em fila nas
laterais do tatame, voltadas uma de frente para a outra. No espaço interno do
tatame, próximo as duas outras extremidades, foram retiradas uma placa de cada
lado, deixando um espaço vazio. Esses espaços representavam um “gol”, em um
jogo onde o implemento era uma bola suíça, posicionada inicialmente no centro
do “campo”. Cada jogador de cada equipe recebeu uma numeração, a qual a
professora era responsável por chamar, aleatoriamente. Não podemos deixar de
ressaltar que, além da infância, automaticamente relembramos as aulas de Jogos
e Brincadeiras no ano passado, o que só ressalta o caráter lúdico da prática
executada. Pois bem, ao ouvir seu número, o integrante da equipe – um de cada –
engatinhava ou rolava em direção à bola, disputando-a com o seu oponente. O
objetivo prático do jogo era levar a bola no seu respectivo “gol”, onde ela
teria de ser colocada, não podendo ser lançada, ou seja, quando entrasse em
contato com o piso, deveria também estar em contato com o corpo do jogador.
Variando a chamada, esta foi feita em forma de soma, subtração, multiplicação e
divisão, para incentivar o raciocínio rápido dos jogadores (2 + 2 = 4, sendo o
número 4 a disputar a bola). Embora tenham havido alguns “toques”, a ideia
principal do jogo era obrigar o contato a curta distância, através do agarre,
do domínio e imobilização do adversário.
Apesar
dos incidentes, a aula foi muito engraçada. Pudemos sentir na prática as
condições de imprevisibilidade, regras, fusão ataque/defesa e de cada um de nós
possuirmos um oponente, o que são comuns às lutas. Agradecemos a todos os
alunos que contribuíram para o sucesso de ambas as aulas (práticas 1 e 2),
assim como à professora Keith pela ótima experiência a nós proporcionada e pelo
incentivo à leitura.
