Iniciamos
a aula discutindo sobre os artigos postados pela professora Keith no Eureka, os
quais foram resenhados por nós alguns dias atrás. As
atividades práticas executadas nesta aula tiveram como objetivo exemplificar,
através de atividades bastante lúdicas, os tipos de lutas conforme sua historia,
ação motora e distancia. Aprendemos também sobre a aplicação destas atividades,
em nível de iniciação esportiva.
Já
partindo para a prática propriamente dita, fizemos um exercício de
sociabilização, onde, reunidos em um circulo, a professora e cada aluno
executava um movimento de luta de sua preferencia e dizia seu nome. Os demais
repetiam o movimento e o nome. Um bom exercício para a memória também. Fizemos
em seguida um aquecimento, onde os alunos, espalhados pela sala, tinham que
tentar tocar o ombro de seus colegas e, simultaneamente, impedir que os outros o
tocassem no mesmo local. Variou-se então para o toque no joelho e depois no
abdômen. Ah! Não podemos esquecer-nos do “glúteo máximo”... Esse
tipo de atividade busca inserir o aluno no contexto das lutas ditas “de
percussão”, onde o objetivo principal é o toque, seja como meio ou como fim,
neste caso, a média distancia. Depois houve uma variação deste exercício, em
duplas, mudando-as de tempos em tempos.
Representando
as lutas de domínio, tidas como lutas de curta distância, onde o principal
principio ativo é o agarre, fizemos um exercício de domínio de objeto, neste
caso, uma bola suíça. Ela era colocada entre dois oponentes, de costas um para
outro, com os joelhos estendidos e mãos na cabeça. Ao sinal da professora, os
alunos, sem levantarem-se, disputavam a bola, agarrando-a com braços, pernas,
enfim, utilizando todo o corpo, rolando, engatinhando, etc.. Depois, sem a bola,
o objetivo era colocar o adversário de costas no chão, iniciando da mesma forma
que o exercício anterior, todavia, sem o objeto entre eles. Certo tempo depois,
a professora permitiu que pudéssemos imobilizar o oponente. Lembrando que
ocorreram varias trocas de adversário durante a
pratica.
Utilizando-se
de coletes, que simulavam implementos de lutas de longa distância, esta
atividade tinha novamente o objetivo de tocar o adversário, nos ombros, joelhos
e abdômen. Um contra um, deveriam, da forma como melhor lhes aprouvessem,
projetar o colete em direção ao oponente ao mesmo tempo em que se esquivavam das
investidas dele, também havendo mudança de par após determinado
tempo.
A
última prática em duplas envolveu ações motoras das lutas de percussão e
domínio, classificadas como lutas mistas. Cada um mantinha um colete preso em
determinado local de seu corpo (amarrado na perna, em torno do pescoço, etc.). O
objetivo era conseguir retirar o objeto do companheiro, sendo permitido, para
isso, agarrar, derrubar, imobilizar e, não necessariamente tocar, mas
utilizar-se da distância, das esquivas e das investidas típicas das lutas de
percussão para obter sucesso.
Ainda,
numa última atividade coletiva, com todos os alunos espalhados pelo recinto, a
professora Keith chamava um nome, aleatoriamente, momento em que os demais
tentavam tocar o “escolhido” com o colete, “incentivando-o” a fugir,
esquivar-se, defender-se. Pratica bastante descontraída para fechar os trabalhos
da noite.
Por
fim, o que podemos dizer sobre essa primeira aula prática da disciplina de
Lutas, é que, além de muito produtiva, foi das mais divertidas que já nos foram
aplicadas durante o curso, o que nos motiva a procurar obter mais conhecimentos
sobre as modalidades relacionadas, entendendo que podemos nos tornar
profissionais capacitados para trabalhar em tal área
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